O que é tratamento de efluentes industriais
Tratamento de efluentes industriais é o conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que remove óleos, graxas, sólidos em suspensão e outros contaminantes da água gerada pelos processos produtivos. O objetivo é enquadrar essa água nos padrões de descarte, reuso ou reinjeção exigidos pela legislação ambiental. Esses processos ficam reunidos em uma estação de tratamento de efluentes, a ETE.

Cada efluente tem uma composição própria, por isso não existe uma estação padrão. O que se repete é a lógica: separar primeiro o que sai com facilidade, depois o que exige tecnologia, e cuidar do resíduo que sobra. Os sólidos e o óleo retirados da água viram lodo e borra, que precisam ser adensados, transportados e destinados de forma regular.
Etapas de uma estação de tratamento de efluentes
A sequência abaixo é a mais comum em efluentes com óleo e sólidos. Nem toda planta usa todas as etapas, e a ordem pode variar conforme o processo.
- Tratamento preliminar. Gradeamento, remoção de areia e equalização de vazão e carga. Protege os equipamentos seguintes e evita picos que derrubam a eficiência do sistema.
- Separação primária. Remove o óleo livre e os sólidos grosseiros, normalmente por gravidade, em separadores água e óleo, decantadores ou hidrociclones.
- Flotação. Remove o óleo disperso e emulsificado e os sólidos finos que a separação primária não retirou. Microbolhas de ar ou gás aderem aos contaminantes e os levam até a superfície, onde são coletados.
- Polimento ou tratamento biológico. Filtração, membranas ou processos biológicos, quando o destino da água exige pureza maior ou quando há carga orgânica dissolvida.
- Tratamento do lodo. Adensamento e desaguamento do material separado, para reduzir o volume e o custo de destinação.
- Destinação. Classificação do resíduo, transporte licenciado e envio a destinador licenciado, com documentação de rastreabilidade.
As etapas dependem umas das outras. Um flotador com eficiência baixa sobrecarrega o polimento e o tratamento biológico. Um lodo que não é retirado reduz o volume útil de tanques e lagoas e piora a qualidade da água na saída. Por isso o diagnóstico de uma ETE olha a cadeia inteira, e não só o ponto onde o problema aparece.
Descarte, reuso ou reinjeção: o destino define o tratamento
Antes de escolher equipamentos, é preciso saber para onde vai a água tratada. Cada destino tem uma exigência diferente:
- Descarte. A água precisa atender aos limites do órgão ambiental para o corpo receptor ou para a rede. No caso da água produzida descartada por plataformas, os parâmetros de óleo e graxa seguem a Resolução CONAMA 393/07.
- Reuso. A água volta para o processo industrial, e a qualidade exigida depende do uso pretendido, como lavagem, resfriamento ou utilidades.
- Reinjeção. Na produção de petróleo, a água retorna ao reservatório e normalmente exige polimento e filtração para atingir níveis altos de pureza.
O teor de óleos e graxas na saída, a vazão e o espaço disponível definem a combinação de tecnologias.
O tamanho da gota define a tecnologia
Em efluentes oleosos, a escolha do equipamento depende principalmente do diâmetro das gotículas de óleo. Quanto menor a gota, mais energia e tecnologia a separação exige.
| Tipo de óleo | Tamanho da gotícula | Como é removido |
|---|---|---|
| Óleo livre | Geralmente acima de 150 µm | Separação natural por gravidade |
| Óleo disperso | Entre 20 µm e 150 µm | Sistemas que aceleram a separação, como a flotação |
| Óleo emulsificado | Abaixo de 20 µm | Quebra de emulsão e flotação |
| Óleo dissolvido | Frações microscópicas ou solúveis | Polimento e barreiras físicas de alta seletividade |
O detalhamento de cada faixa está em tratamento de água oleosa.
Como a TSL atua em cada etapa
Separação de óleo e flotação
A flotação é o centro da atuação da TSL em efluentes. A empresa dimensiona, fornece e mantém sistemas de flotação com tecnologias DGF, IGF e CFU, dimensionados para atingir TOG (teor de óleos e graxas) inferior a 20 ppm. Para correntes com óleo, as soluções estão em tratamento de efluentes oleosos. Para entender o equipamento dentro da estação, veja flotador para tratamento de efluentes e flotador a ar dissolvido (DAF).
Na flotação por gás dissolvido, bombas com rotor de dupla função dissolvem o gás na corrente e geram microbolhas de diâmetro controlado, a partir de 1 µm. Os equipamentos podem operar totalmente selados, sem emissão de odores e aerossóis, e usam aço inoxidável, Duplex e Super Duplex conforme a agressividade do fluido.
Água produzida e operações offshore
Na produção de petróleo, a água que sobe com o óleo traz hidrocarbonetos, sais e sólidos e precisa ser tratada para descarte ou reinjeção. No descarte por plataformas, vale a Resolução CONAMA 393/07. A TSL atua no tratamento de água produzida e na Compact Flotation Unit (CFU), que reduz em até 80% o peso instalado em comparação com sistemas convencionais.
Venda, locação e operação de unidades
A TSL vende, loca e opera unidades de tratamento de água produzida e água oleosa. O flotador horizontal multicelular Veirsep-Plus atende grandes vazões, até 1.650 m³/h, em refinarias, indústrias petroquímicas, bases e terminais. O flotador vertical Cyclosep atende vazões de até 166 m³/h e tem sistema absorvedor de ondas para uso em FPSOs. Os pacotes de locação incluem hidrociclones, flotadores e diversos tipos de filtros. Para sistemas existentes, a TSL faz o retrofit de flotação a gás induzido para gás dissolvido.
Manutenção e recuperação de eficiência
Quando o teor de óleo na saída começa a subir, a causa costuma estar no flotador: borra acumulada, incrustação nos internos, falha na geração de microbolhas ou dosagem química inadequada. A TSL executa limpeza química de flotadores e vasos, remoção de borras oleosas e sólidos, hidrojateamento interno e apoio a paradas de manutenção e comissionamento, com destinação dos resíduos removidos.
Lodo, lagoas e destinação
O lodo separado tem alto teor de água. O adensamento de lodo concentra os sólidos por centrifugação ou em geobags, bolsas de geotêxtil em que a água drena e os sólidos ficam retidos, com reduções volumétricas que podem superar 80%, conforme o lodo. A fase líquida clarificada pode voltar à estação. Em lagoas de estabilização e decantação que acumulam sedimento, o desassoreamento de lagoas é feito com balsa de dragagem, sem esvaziar a estrutura.
No fim da cadeia, o gerenciamento de resíduos classifica o material pela ABNT NBR 10004, faz o transporte com licença ANTT para produtos perigosos e acompanha cada carga com MTR, CADRI no estado de São Paulo e certificado de destinação final.
DAF, DGF e CFU: qual flotação usar
| Critério | DAF | DGF | CFU |
|---|---|---|---|
| Como gera as bolhas | Ar dissolvido sob pressão em uma corrente de reciclo, liberado em microbolhas ao voltar à pressão atmosférica | Gás dissolvido na água por bombas especiais, que controlam o tamanho das microbolhas | Gás dissolvido combinado a força centrífuga |
| Tempo de residência | Maior, em tanque ou vaso de flotação | Varia conforme o projeto do vaso | Baixo |
| Espaço e peso | Exige mais área | Vasos compactos ou multicelulares | Até 80% menos peso instalado que sistemas convencionais |
| Indicação típica | Efluentes industriais com óleos, graxas e sólidos em suspensão, em plantas onshore | Água oleosa e água produzida, inclusive com gás de processo | Plataformas e FPSOs, onde espaço e peso são críticos |
A escolha depende do tamanho das gotículas, da vazão, do espaço disponível e do teor de óleo exigido na saída. Em grandes volumes de processamento também se usa a IGF, flotação por gás induzido mecanicamente no fluxo.
Setores atendidos
- Petróleo e gás, incluindo plataformas offshore e FPSOs.
- Refinarias, bases e terminais de petróleo.
- Indústria petroquímica e indústria química.
- Papel e celulose.
- Mineração.
- Indústria farmacêutica e alimentícia, no adensamento de lodo e na limpeza de lagoas de tratamento.
Por que a TSL
São mais de 40 anos em serviços industriais e ambientais, com escritório em São Paulo e base em Macaé (RJ). A TSL cobre a estação de ponta a ponta: equipamento de flotação, operação, manutenção, tratamento do lodo e destinação do resíduo, com um único responsável pela documentação. As operações seguem o sistema de gestão certificado pelas normas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001.
Perguntas frequentes
O que é tratamento de efluentes industriais?
É o conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que remove óleos, graxas, sólidos e outros contaminantes da água gerada pela indústria, para que ela possa ser descartada dentro dos limites ambientais, reutilizada ou reinjetada. O sólido separado vira lodo, que também precisa ser tratado e destinado.
Quais são as etapas de uma estação de tratamento de efluentes industriais?
Em geral: tratamento preliminar, separação primária do óleo livre e dos sólidos grosseiros, flotação do óleo disperso e emulsificado e dos sólidos finos, polimento ou tratamento biológico quando necessário, adensamento e desaguamento do lodo e destinação final dos resíduos.
Qual a diferença entre DAF, DGF e CFU?
No DAF, o ar é dissolvido sob pressão em uma corrente de reciclo e liberado em microbolhas. No DGF, o gás é dissolvido na água por bombas especiais que controlam o tamanho das microbolhas. A CFU combina gás dissolvido e força centrífuga, com baixo tempo de residência, e é indicada onde espaço e peso são críticos, como plataformas e FPSOs.
Qual teor de óleo e graxa os sistemas de flotação da TSL atingem?
As soluções de flotação da TSL são dimensionadas para resultados de TOG (teor de óleos e graxas) inferiores a 20 ppm.
A TSL vende, aluga ou opera a unidade de tratamento?
As três coisas. A TSL vende, loca e opera unidades de tratamento, como os flotadores Veirsep-Plus e Cyclosep e a unidade de flotação compacta (CFU), e oferece pacotes de locação com hidrociclones, flotadores e diversos tipos de filtros.
O que fazer com o lodo gerado no tratamento de efluentes?
O lodo passa por adensamento e desaguamento, em centrífugas ou geobags, para reduzir volume e custo de destinação. Depois é classificado conforme a ABNT NBR 10004 e destinado em instalação licenciada, com documentação de rastreabilidade.