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Tratamento de efluentes industriais

Do efluente bruto à água pronta para descarte, reuso ou reinjeção: as etapas de uma estação de tratamento e como a TSL atua em cada uma, da flotação ao destino do lodo.

O que é tratamento de efluentes industriais

Tratamento de efluentes industriais é o conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que remove óleos, graxas, sólidos em suspensão e outros contaminantes da água gerada pelos processos produtivos. O objetivo é enquadrar essa água nos padrões de descarte, reuso ou reinjeção exigidos pela legislação ambiental. Esses processos ficam reunidos em uma estação de tratamento de efluentes, a ETE.

Módulo de tratamento de água produzida montado pela TSL
Módulo de tratamento de água produzida montado pela TSL

Cada efluente tem uma composição própria, por isso não existe uma estação padrão. O que se repete é a lógica: separar primeiro o que sai com facilidade, depois o que exige tecnologia, e cuidar do resíduo que sobra. Os sólidos e o óleo retirados da água viram lodo e borra, que precisam ser adensados, transportados e destinados de forma regular.

Etapas de uma estação de tratamento de efluentes

A sequência abaixo é a mais comum em efluentes com óleo e sólidos. Nem toda planta usa todas as etapas, e a ordem pode variar conforme o processo.

  1. Tratamento preliminar. Gradeamento, remoção de areia e equalização de vazão e carga. Protege os equipamentos seguintes e evita picos que derrubam a eficiência do sistema.
  2. Separação primária. Remove o óleo livre e os sólidos grosseiros, normalmente por gravidade, em separadores água e óleo, decantadores ou hidrociclones.
  3. Flotação. Remove o óleo disperso e emulsificado e os sólidos finos que a separação primária não retirou. Microbolhas de ar ou gás aderem aos contaminantes e os levam até a superfície, onde são coletados.
  4. Polimento ou tratamento biológico. Filtração, membranas ou processos biológicos, quando o destino da água exige pureza maior ou quando há carga orgânica dissolvida.
  5. Tratamento do lodo. Adensamento e desaguamento do material separado, para reduzir o volume e o custo de destinação.
  6. Destinação. Classificação do resíduo, transporte licenciado e envio a destinador licenciado, com documentação de rastreabilidade.

As etapas dependem umas das outras. Um flotador com eficiência baixa sobrecarrega o polimento e o tratamento biológico. Um lodo que não é retirado reduz o volume útil de tanques e lagoas e piora a qualidade da água na saída. Por isso o diagnóstico de uma ETE olha a cadeia inteira, e não só o ponto onde o problema aparece.

Descarte, reuso ou reinjeção: o destino define o tratamento

Antes de escolher equipamentos, é preciso saber para onde vai a água tratada. Cada destino tem uma exigência diferente:

  • Descarte. A água precisa atender aos limites do órgão ambiental para o corpo receptor ou para a rede. No caso da água produzida descartada por plataformas, os parâmetros de óleo e graxa seguem a Resolução CONAMA 393/07.
  • Reuso. A água volta para o processo industrial, e a qualidade exigida depende do uso pretendido, como lavagem, resfriamento ou utilidades.
  • Reinjeção. Na produção de petróleo, a água retorna ao reservatório e normalmente exige polimento e filtração para atingir níveis altos de pureza.

O teor de óleos e graxas na saída, a vazão e o espaço disponível definem a combinação de tecnologias.

O tamanho da gota define a tecnologia

Em efluentes oleosos, a escolha do equipamento depende principalmente do diâmetro das gotículas de óleo. Quanto menor a gota, mais energia e tecnologia a separação exige.

Tipo de óleoTamanho da gotículaComo é removido
Óleo livreGeralmente acima de 150 µmSeparação natural por gravidade
Óleo dispersoEntre 20 µm e 150 µmSistemas que aceleram a separação, como a flotação
Óleo emulsificadoAbaixo de 20 µmQuebra de emulsão e flotação
Óleo dissolvidoFrações microscópicas ou solúveisPolimento e barreiras físicas de alta seletividade

O detalhamento de cada faixa está em tratamento de água oleosa.

Como a TSL atua em cada etapa

Separação de óleo e flotação

A flotação é o centro da atuação da TSL em efluentes. A empresa dimensiona, fornece e mantém sistemas de flotação com tecnologias DGF, IGF e CFU, dimensionados para atingir TOG (teor de óleos e graxas) inferior a 20 ppm. Para correntes com óleo, as soluções estão em tratamento de efluentes oleosos. Para entender o equipamento dentro da estação, veja flotador para tratamento de efluentes e flotador a ar dissolvido (DAF).

Na flotação por gás dissolvido, bombas com rotor de dupla função dissolvem o gás na corrente e geram microbolhas de diâmetro controlado, a partir de 1 µm. Os equipamentos podem operar totalmente selados, sem emissão de odores e aerossóis, e usam aço inoxidável, Duplex e Super Duplex conforme a agressividade do fluido.

Água produzida e operações offshore

Na produção de petróleo, a água que sobe com o óleo traz hidrocarbonetos, sais e sólidos e precisa ser tratada para descarte ou reinjeção. No descarte por plataformas, vale a Resolução CONAMA 393/07. A TSL atua no tratamento de água produzida e na Compact Flotation Unit (CFU), que reduz em até 80% o peso instalado em comparação com sistemas convencionais.

Venda, locação e operação de unidades

A TSL vende, loca e opera unidades de tratamento de água produzida e água oleosa. O flotador horizontal multicelular Veirsep-Plus atende grandes vazões, até 1.650 m³/h, em refinarias, indústrias petroquímicas, bases e terminais. O flotador vertical Cyclosep atende vazões de até 166 m³/h e tem sistema absorvedor de ondas para uso em FPSOs. Os pacotes de locação incluem hidrociclones, flotadores e diversos tipos de filtros. Para sistemas existentes, a TSL faz o retrofit de flotação a gás induzido para gás dissolvido.

Manutenção e recuperação de eficiência

Quando o teor de óleo na saída começa a subir, a causa costuma estar no flotador: borra acumulada, incrustação nos internos, falha na geração de microbolhas ou dosagem química inadequada. A TSL executa limpeza química de flotadores e vasos, remoção de borras oleosas e sólidos, hidrojateamento interno e apoio a paradas de manutenção e comissionamento, com destinação dos resíduos removidos.

Lodo, lagoas e destinação

O lodo separado tem alto teor de água. O adensamento de lodo concentra os sólidos por centrifugação ou em geobags, bolsas de geotêxtil em que a água drena e os sólidos ficam retidos, com reduções volumétricas que podem superar 80%, conforme o lodo. A fase líquida clarificada pode voltar à estação. Em lagoas de estabilização e decantação que acumulam sedimento, o desassoreamento de lagoas é feito com balsa de dragagem, sem esvaziar a estrutura.

No fim da cadeia, o gerenciamento de resíduos classifica o material pela ABNT NBR 10004, faz o transporte com licença ANTT para produtos perigosos e acompanha cada carga com MTR, CADRI no estado de São Paulo e certificado de destinação final.

DAF, DGF e CFU: qual flotação usar

CritérioDAFDGFCFU
Como gera as bolhasAr dissolvido sob pressão em uma corrente de reciclo, liberado em microbolhas ao voltar à pressão atmosféricaGás dissolvido na água por bombas especiais, que controlam o tamanho das microbolhasGás dissolvido combinado a força centrífuga
Tempo de residênciaMaior, em tanque ou vaso de flotaçãoVaria conforme o projeto do vasoBaixo
Espaço e pesoExige mais áreaVasos compactos ou multicelularesAté 80% menos peso instalado que sistemas convencionais
Indicação típicaEfluentes industriais com óleos, graxas e sólidos em suspensão, em plantas onshoreÁgua oleosa e água produzida, inclusive com gás de processoPlataformas e FPSOs, onde espaço e peso são críticos

A escolha depende do tamanho das gotículas, da vazão, do espaço disponível e do teor de óleo exigido na saída. Em grandes volumes de processamento também se usa a IGF, flotação por gás induzido mecanicamente no fluxo.

Setores atendidos

  • Petróleo e gás, incluindo plataformas offshore e FPSOs.
  • Refinarias, bases e terminais de petróleo.
  • Indústria petroquímica e indústria química.
  • Papel e celulose.
  • Mineração.
  • Indústria farmacêutica e alimentícia, no adensamento de lodo e na limpeza de lagoas de tratamento.

Por que a TSL

São mais de 40 anos em serviços industriais e ambientais, com escritório em São Paulo e base em Macaé (RJ). A TSL cobre a estação de ponta a ponta: equipamento de flotação, operação, manutenção, tratamento do lodo e destinação do resíduo, com um único responsável pela documentação. As operações seguem o sistema de gestão certificado pelas normas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001.

Perguntas frequentes

O que é tratamento de efluentes industriais?

É o conjunto de processos físicos, químicos e biológicos que remove óleos, graxas, sólidos e outros contaminantes da água gerada pela indústria, para que ela possa ser descartada dentro dos limites ambientais, reutilizada ou reinjetada. O sólido separado vira lodo, que também precisa ser tratado e destinado.

Quais são as etapas de uma estação de tratamento de efluentes industriais?

Em geral: tratamento preliminar, separação primária do óleo livre e dos sólidos grosseiros, flotação do óleo disperso e emulsificado e dos sólidos finos, polimento ou tratamento biológico quando necessário, adensamento e desaguamento do lodo e destinação final dos resíduos.

Qual a diferença entre DAF, DGF e CFU?

No DAF, o ar é dissolvido sob pressão em uma corrente de reciclo e liberado em microbolhas. No DGF, o gás é dissolvido na água por bombas especiais que controlam o tamanho das microbolhas. A CFU combina gás dissolvido e força centrífuga, com baixo tempo de residência, e é indicada onde espaço e peso são críticos, como plataformas e FPSOs.

Qual teor de óleo e graxa os sistemas de flotação da TSL atingem?

As soluções de flotação da TSL são dimensionadas para resultados de TOG (teor de óleos e graxas) inferiores a 20 ppm.

A TSL vende, aluga ou opera a unidade de tratamento?

As três coisas. A TSL vende, loca e opera unidades de tratamento, como os flotadores Veirsep-Plus e Cyclosep e a unidade de flotação compacta (CFU), e oferece pacotes de locação com hidrociclones, flotadores e diversos tipos de filtros.

O que fazer com o lodo gerado no tratamento de efluentes?

O lodo passa por adensamento e desaguamento, em centrífugas ou geobags, para reduzir volume e custo de destinação. Depois é classificado conforme a ABNT NBR 10004 e destinado em instalação licenciada, com documentação de rastreabilidade.

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