A técnica de remediação não é escolhida pelo catálogo, e sim pelas metas definidas na investigação ambiental. A avaliação de risco informa quais contaminantes precisam ser tratados, até que concentração e em que meio: solo, água subterrânea ou vapores. A partir daí, a decisão combina o comportamento do contaminante, a geologia do terreno e o uso futuro da área.
| Técnica | Como funciona | Onde se aplica melhor |
|---|---|---|
| Bombeamento e tratamento (pump-and-treat) | Poços extraem a água subterrânea contaminada, que é tratada na superfície. | Contenção hidráulica de plumas dissolvidas em aquíferos de boa permeabilidade. |
| Extração multifásica (MPE) | Aplicação de vácuo que remove ao mesmo tempo produto em fase livre, água e vapores. | Hidrocarbonetos com fase livre sobre o nível d'água, em solos de permeabilidade média a baixa. |
| Oxidação química in situ | Injeção de oxidantes que destroem os contaminantes no próprio subsolo. | Compostos orgânicos em concentrações elevadas, quando o prazo é curto. |
| Biorremediação | Microrganismos degradam os contaminantes, com ou sem adição de nutrientes e oxigênio. Pode ser in situ ou em biopilha. | Hidrocarbonetos biodegradáveis, quando há prazo para o processo biológico. |
| Escavação e destinação | Remoção física do solo contaminado e envio para tratamento ou disposição licenciada. | Fontes concentradas e rasas, ou quando a área precisa ser liberada rapidamente. |
Na prática, projetos de remediação costumam combinar técnicas: remoção da fonte por escavação ou extração, seguida de tratamento da pluma residual. Quando há escavação, o solo removido segue o fluxo de gerenciamento de resíduos, com transporte e destinação documentados.
Atingir as metas não encerra o processo. Após a remediação, a área passa por monitoramento periódico da água subterrânea para confirmar que as concentrações permanecem abaixo das metas e que não há rebote. Só depois desse período, com resultados estáveis, a área pode ser considerada reabilitada para o uso declarado pelo órgão ambiental.
Extração por Pump-and-Treat, MPE (extração multifásica), DPE (extração de dupla fase) e AS/SVE (injeção de ar e extração de vapores do solo), além de oxidação ou redução química e atenuação natural monitorada.
Escavação do solo contaminado e tratamento térmico ou biológico em área controlada, com biopilha, dessorção térmica e incineração, seguidos de reaterro.
Na in situ os contaminantes são removidos ou degradados no próprio subsolo. Na on site o solo é escavado e tratado em uma área controlada no local.
Sim. A TSL executa projetos de remediação de solo e de água subterrânea com tecnologias comprovadas para tratar e reabilitar áreas contaminadas.