Um FPSO concentra vários tipos de tanque, cada um com um resíduo diferente. Os tanques de carga acumulam borra de petróleo no fundo. Os tanques de slop recebem água oleosa e resíduos de lavagem. Os tanques de lastro acumulam sedimentos e, com o tempo, incrustações. Os tanques de água produzida concentram óleo residual, sólidos e incrustações minerais. O plano de limpeza considera o produto, o volume de borra e o acesso de cada tanque.
Tanques de unidades offshore passam por inspeções periódicas da estrutura e dos revestimentos. Para que a inspeção aconteça, o tanque precisa estar limpo, desgaseificado e liberado para entrada. A limpeza é a etapa que define o prazo da campanha de inspeção: um atraso nela adia todo o cronograma de manutenção da unidade.
A limpeza offshore depende de logística: vagas a bordo, embarque de equipamentos, armazenamento do resíduo em tambores ou tanques e transbordo para terra. Com base operacional em Macaé (RJ), a TSL mobiliza equipes e equipamentos para a Bacia de Campos e para outras localidades do país. Os resíduos desembarcados seguem para tratamento e destinação no gerenciamento de resíduos.
A remoção da borra pode ser manual, mecanizada ou robotizada, conforme o tanque. A limpeza mecanizada e a robotizada reduzem o tempo de exposição das pessoas no espaço confinado, o que pesa ainda mais a bordo, onde a resposta a emergências tem restrições. A TSL mantém 15 anos sem acidentes com afastamento e equipes de resgate dedicadas nas operações. Veja também manutenção offshore e limpeza de tanques de navios petroleiros.
O trabalho em plataformas de petróleo segue a NR-37, que trata de segurança e saúde em plataformas, incluindo a convivência da equipe de limpeza com a operação da unidade. Dentro dos tanques, valem os procedimentos de espaço confinado da NR-33: medição de atmosfera, ventilação e permissão de entrada. Quando o tanque precisa ficar livre de gases para trabalho a quente, a atmosfera é tratada antes por inertização.
Tanques de armazenamento de óleo, de água produzida e de fluidos de perfuração em plataformas e FPSOs.
Retirada do produto residual com bombas pneumáticas, inertização com vapor saturado, remoção manual ou mecanizada da borra e hidrojateamento de alta pressão das paredes e do fundo.
Os profissionais são treinados para espaços confinados e contam com equipes de apoio e resgatistas dedicados durante toda a operação.
Da base operacional em Macaé, de onde atende plataformas e terminais em qualquer localidade do país.